Depois das primeiras 24 horas em São Paulo

48h…we sleep when we’re dead.

23.00h jantar tardio no Spot na esquina da Paulista com a Rua Ministro Rocha Azevedo. É um favorito para o pessoal “cabeça”, leia-se a malta intelectual-chic frequentadora da fantástica cena teatral que existe em São Paulo. O Spot é perfeito para um jantar tardio.

Domingo:

01.00h Sky bar no hotel Unique. Tem um terraço com piscina que vale, não pela piscina, mas pela vista fantástica do skyline da Paulista. Tem também umas belas saquerinhas de morango e gente bonita. Ainda bem que fomos a casa mudar de roupa…

03.00h D Edge. E um barracão quadrado de cimento no meio de um bairro cheio de barracões, chamado Barra Funda. Por dentro é um templo da música electrónica, com chão e paredes em LED tipo nave espacial e com menção honrosa em revistas da especialidade por esse mundo fora. São três andares com diferentes sons electrónicos e um terraço lá em cima onde dá para fumar. Hoje em dia, existem mais discotecas nos barracões da Barra Funda. Se em vez de música electrónico, preferir o estilo sertanejo tipo “ai se eu te pego, delicia, delicia” do Michel Teló, tão popular com os paulistanos vamos para o Vila Country.

07.00h Está na hora de ir à padoca de novo. Bella Paulista, na Haddock Lobo (dizer ao taxista: Ádóqui Lobo, senão não chegamos lá!!), mas do lado Cerqueira Cesar em direção ao centro.

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O que fazer no centro num Domingo de manhã depois de duas noitadas?! Vamos passear no Minhocão. O elevado Costa e Silva, de seu nome oficial é um viaduto que se pode apanhar no final da Rua da Consolação quase em frente à Praça Roosevelt. Corta a Avenida São João até chegar ao bairro de Perdizes. Funciona de segunda a sábado, das 6h30 às 21h30, depois fica interditado ao trânsito. Por isso, ao Domingo é possível andar a pé e fazer jogging no Minhocão. É uma obra de engenharia que foi pensada para desafogar o trânsito já caótico nos idos anos ’70 e é também um dos maiores atentados urbanísticos da cidade, pois desvalorizou toda a região circundante. Imaginem viver com o Minhocão literalmente ao nível da janela da nossa casa. Ter de viver com o ruído e com a poluição a entrarem pela janela e com a criminalidade que se esconde na sombra dos pilares por debaixo do viaduto. Existe um plano para demolir o Minhocão no futuro, há também quem se oponha à demolição do viaduto porque o mesmo se tornou num símbolo da cidade. Enquanto isso não acontece, devemos aproveitar este domingo de manhã para passear por lá e sentir que estamos num daqueles filmes futuristas em que o mundo acaba e as cidades ficam desertas (o filme Ensaio sobre a Cegueira tem imagens efetivamente gravadas no Minhocão).

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13.00h Almoçar no Consulado Mineiro na Praça Benedito Calixto. A comida mineira é uma comida de sustância, boa para recuperar os ânimos. Como ontem já comemos feijoada no Traço de União, sugiro comer um belo feijão tropeiro ou uma galinhada até ser hora de ir buscar as malas para apanhar esse avião de volta a casa. Lembram-se?

Não moramos aqui estávamos só de fim de semana…
Written by litlefishinthegarden
Siempre curiosa, a veces divertida. Abogada aburrida, viajera de afición y expatriada decidida. Fotógrafa perezosa. Wannabe antropóloga.