Sentí que estava realmente adaptada ao Caribe no momento em que acabámos de jantar e ligamos ao Don George do “táxi grande” para nos vir buscar ao restaurante e levar-nos de volta ao hotel!

Já era o 2° dia no paraíso…

Já tinhamos visto centenas de pessoas a andar de mota sem capacete (faz calor! para que serve o capacete mesmo além de fazer calor?), familias de 4 membros montadas numa moto, bebés de 8 anos a dormir numa mota, ao colo da mãe, enquanto o pai conduz (quando é que se deixa de ser bebé mesmo?), carrinhos de golf com 5 pessoas a pé atrás, crianças a conduzir motos a levar os irmãos mais novos para a escola, condutores a beber cerveza (até o Don George quando nos levou para o restaurante fez uma paragem técnica para comprar uma Heineken fresquinha, e foi a beber a sua jola em pequenos sorvos de palhinha – mental note: experimentar beber cerveja de palhinha),…

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Vejam esta especie a viajar deitado sobre a moto! #whynot? #serlivre

(esta foto foi em Providencia, mas dá para ter uma ideia)

Nesse momento, percebes que estás no Caribe, relax!

Até as leis se relaxam aqui…
Um táxi grande é dessas monovolumes de 7 lugares e nós éramos 8 mais um bebé! Relax, aquí a capacidade dos taxis seguem aquela regra de trânsito “são os que couberam!”

Mas finalmente o Don George chega para nos vir buscar!

Mas… Hummm… Espera aí!

O Don George não vem sozinho!!!

E aquelas pessoas não são clientes que vão descer do carro aqui!

É que justamente o Don George estava com a família ali perto quando lhe ligamos… E então? Onde cabem 8 e um bebé (+ o Don George), também cabem 8 e um bebé + o Don George + a sua mulher + o casal de filhos bem nutridos!!

O Don George para o carro à nossa frente e os miúdos (bem nutridos) saltam para a frente para o colo da mãe (3 pessoas no banco da frente! Why not?)…

O Don George saí do carro, dá a volta completa ao seu monovolume e abre a bagageira!
Ah bom! Pois claro, alguém vai ter de ir atrás!!

Eu sou sempre a mais pequena, já estou habituada a estas coisas, lancei-me logo a arregaçar as calças para subir para a bagageira!

Nesse momento o Don George large-se a rir!!!

Com esse sorriso simpático que só os caribeños têm! Mas ao mesmo tempo burlão! Óbvio que não era para ninguém ir na bagageira!!!

“Loucos estes europeus! Têm cada ideia!!”

Estava a abrir a bagageira para guardar o carrinho do bebé que levávamos!! Duh! Obvio!!!!

Foi nesse momento que eu pensei! Ok, já entrei na onda!! Depois de tudo o que já vi… Pedir um táxi, levar a família do taxista, mais 8 pessoas e um bebé (ou seja éramos 12!!! Numa van de 7!), já tudo me parecía tão natural como meter-me na bagageira de um táxi e pagar por isso!!

Mas digo que finalmente sentí que estava adaptada porque este é um dos problemas de viver em Medellín!

San Andrés, fica a 1h30 de voo de distância de Medellín num voo directo por menos de 100 USD de bilhete através da low cost Viva Colombia!

Para quem viveu no Chile, em que mesmo dentro do país leva pelo menos 2h30 de avião para chegar onde quer que seja… Ao fim de 1h30 de voo, sem conexões com outros voos, é demasiado rápido para chegar ao paraíso já desconectada… Então no primeiro dia de paraíso ainda estava a pensar no que tinha acabado de fazer toda a semana, consolidar o budget para 2017!

O motivo de sermos tantos nesta viagem é porque o Tiago faz anos! A Paula e o Daniel, os nossos amigos e vizinhos de Medellín, tinham a irmã da Paula de visita que se somou, o Zé e a Inês, pertencem aquele tipo de pessoas que fazem um fim de semana “largo” no Caribe (ver post dos 3 tipos de pessoas no mundo), e a Mimi conhecemos há 2 semanas atrás no jantar de Portugueses em Medellín e veio cá ter porque não é todos os dias que se pode ir alí um fim-de-semana ao Caribe “e já venho!”.

Íamos com algum receio em realidade! É temporada “baixa” no Caribe! No AccuWeather dava chuva todos os dias, a todas as horas… hummm… mas não! Mesmo em temporada “baixa” pode chover de manhã ou à noite, mas não é normal que chova todo o dia! Lá com isso tivemos sorte!!!

Ao menos isso… porque sorte acho que foi coisa que nos faltou em San Andrés!…

(Não percam a Aventura em San Andrés – Parte 2)

Written by racingmackerel

Portuguesa, Expat, viajeira apaixonada.
Extrovertida, Sensorial, Emocional e Percetiva.
Financeira de profissão. Psicóloga por curiosidade. Emigrante e viajante por paixão. Idioma: portuñol.