Quando fui ao google maps ver como chegar de Medellín a Pereira (a maior cidade do famoso Eje Cafetero, ou Eixo do Café) e vi que estavamos a 220 km de distância e que o Google dizia que demoraríamos 4 horas e meia pareceu-me super razoável a opção de ir de carro!

Mas a realidade é outra… demorámos 7 horas a fazer 220 km!!!

Sim! 7 horas!! Façam as contas, fomos a uma média de 30km/horas!

Viajar na Colômbia de carro tem vários detalhes que se devem ter em conta:

  1. não há muitas auto-estradas, nem caminhos alternativos
  2. o caminho para sair de Medellín seja para onde for é montanhoso
  3. há muitos camiões!!
  4. é imprevisivel… pode haver acidentes que cortam a estrada, camiões virados…
  5. devido ao ponto 3, independentemente do que te diga o Google, calcula uma média de 50km/hora
  6. e se houver obras na estrada… então sugiro que contes com 30km/hora!

Foi o que nos aconteceu!!

Caminho montanhoso, curva contra-curva ideal para enjoar, numa sexta-feira à tarde, sobes montanha a cima, ficam uns fresquinhos 20 graus, desces montanha a baixo e aterras em humidos 27°, sempre tudo cheio de camiões, sem caminhos alternativos, com troços da estrada cortados em que ora circulava um sentido, ora no outro… …

Tudo parado!!

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Chegámos a Pereira já perto da meia noite, prontinhos para dormir!

Pereira é a maior cidade do Eje Cafetero, tem cerca de 700 mil habitantes, estando entre Manizales e Arménia – as outras duas cidades que definem o eixo do Café.

Não é que Pereira tenha grande interesse turístico, para não dizer nenhum, mas é sem dúvida um bom ponto de entrada para “adentrar-se” pelos vales do café!

No dia seguinte de manhã pusemo-nos à estrada, direcção a Salento.

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Salento fica a menos de 1 hora de Pereira e é um de esses “pueblitos coloridos” preciosos que tem Colômbia, conhecido por ser o mais acolhedor e o primeiro a ser fundado na região.

Faz-me lembrar quando vivía em Granada, em que fazíamos a ruta dos “pueblos blancos de Andalucía”…

Aqui, faz-se a ruta dos “pueblos coloridos” com encanto (nome não oficial…)!

Salento, desenvolveu-se principalmente com o turismo e é parada obrigatória para quem vai até ao Valle de Cocora!

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Os famosos yipao que caracterizam toda a paisagem do Eje cafetero

Salento tem essa magia dos “pueblos coloridos” que te faz questionar de onde sacaram estas combinações de cores para pintar as suas casas.

Percorrer a Calle Real é uma viagem no tempo onde as farolas e os relógios na rua te fazem imaginar uma vida pacata neste pueblo cheio de luz.

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E subir a escadaria para apreciar as vistas e paisagens verdejantes faz-te questionar também porque todo o turismo por estes lados significa subir escadarías sem fim! Mas a recompensa está lá no alto!

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O atractivo do Valle de Cocora são as enormes “palmas de cera”.

São palmeiras enormes, das mais altas do mundo e símbolo nacional da Colômbia.

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Há muitas opções para fazer cavalgatas pelo vale ou caminhadas, mas como estava a chover, não nos decidimos por nenhuma!

Vamos ter de voltar!

Em relação ao clima, a melhor temporada para visitar o Eje Cafetero sería Janeiro/Fevereiro ou Julho/Agosto pois chove menos!

É como se fosse o Verão 2 vezes por ano, nos equivalentes ao hemisfério sul e ao hemisfério norte.

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Voltámos por Filandia (não é Finlandia!!) recomendação do Ernesto, o nosso host de Airbnb.

Filandia ganhou vários prémios nos últimos anos por ser um dos pueblos mais bonitos da região… e a verdade é que está bem bonitinho! Menos turístico que Salento, mas muito arranjadinho.

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Tem um mirador com mais de 22 metros de altura que permite vislumbrar os montes, vales e montanhas que circundam toda a região. Isso sim, paga-se 5.000 COP para poder subir!

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Oh para mim e para a Paula tão guapas com o belo do típico chapéu Paisa!

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Voltamos para as cabanas já de noite para fazer um belo de um churrasco… e nisto dou-me conta:

Então e o café??

 

Written by racingmackerel
Portuguesa, Expat, viajeira apaixonada. Extrovertida, Sensorial, Emocional e Percetiva. Financeira de profissão. Psicóloga por curiosidade. Emigrante e viajante por paixão. Idioma: portuñol.