Para chegar a Providencia há duas formas: ou de avioneta ou de barco desde San Andrés.

Nós optámos pelo barco porque deixamos tudo para a última hora e o preço das avionetas já estava pelas nuvens. O barco, é um catamaran, o Catamaran “El Splendor” foi a única companhía que encontramos que fazia a travessía.

São 94km de distância que o catamaran percorre em 2 horas e meia aproximadamente por 300.000 COP por pessoa (aprox. 100 USD).

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Apesar das mil e uma advertências sobre os enjoos que pode ocasionar a travessía… apanhámos o mar extraordinariamente calmo.

Como costumam dizer, até parecía “o mar de setembro” que é o mês em que o mar está mais calmo no Caribe.

Os catamarans saem todos os dias, excepto Sábado e terça-feira, às 8h e os regressos são às 14h30.

Às 6h30 da manhã estavamos já no “muelle Tonino” de onde sai o catamarán, com a anticipação que nos pediram e antes das 8h já tinhamos arrancado (nem parecía que estávamos no Caribe… a sair antes da hora!!)!

Claramente, porque o barco não ía cheio e não é temporada alta… eu imagino que se fosse cheio só o embarque tardaría muito mais, pois revistam (bem por alto…) todas as malas uma a uma…

A viagem terminou por ser uma “siesta” massiva para todos os que íamos dentro! Fazia um pouco de frio dentro do barco pelo Ar acondicionado, mas até uma mantinha me emprestraram!!

Que mais podia pedir… acho que das 2 horas e meia de viagem, dormi pelo menos 2 horas embalada pelas ondas tranquilas do alto mar caribeño.

Quando começámos a avistar terra sorpreendeu-me o tamanho da ilha! Quase contornamos metade da ilha até chegar ao porto e já do barco estava a gostar!!

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É uma ilha maior do que eu imaginava, muito verde, salpicada por casinhas de madeira coloridas com os alpendres com hamacas junto ao mar, disfraçadas entre as palmeiras, manzanilhos e manglares…

Atracámos em Providência quase às 11h e deparamo-nos com um porto pequeno, com sacos, caixas e pacotes de tudo! Tudo é levado de barco para esta ilha: colchões, mesas e cadeiras de plástico, papel higiénico, pacotes de leite, caixotes de sabonetes, de tudo um pouco!

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Depois do registo para entrarmos na ilha dão nos um mapa! Coisa que me fez logo gostar mais desta recepção do que a de San Andrés, em que nem um mapita nos deram! #coisasrealmenteimportantes

Saímos e apesar das ofertas de taxí e de tours para levar-nos ao hotel, o que nós queríamos era alugar um carrinho de “golf”, mais conhecido por “mula”. A alternativa a esta opção de transporte para quem quer andar livremente pela ilha é a moto! Finalmente, um senhor que alugava, mas já não tinha, ligou a outro que ainda tinha, que nos veio trazer a mula até onde estávamos.

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Pagámos a mula pelos 4 dias (120.000 COPs por dia – eu acho que dá para negociar melhor!) e lá arrancámos nós para o nosso hotel.
Encontrámos a Yellow Home no Booking, tinhamo óptimos reviews e pareceu-nos uma experiência mais como procurávamos!!

Queríamos fugir dos resorts e “viver” numa dessas casinhas típicas de madeira, coloridas, com o alpendre e a hamaca!

Dessas que ví passar desde o barco!

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Lá chegámos e fomos recebidos pela Doris e o seu marido, César, que muito simpaticamente nos explicaram o que não podiamos perder na ilha, os tours que recomendavam, as várias opções para visitar diferentes pontos da ilha, onde comer, que comer, onde comem os locais…
A Yellow Home existe há menos de 2 anos! E tem vindo a crescer aos poucos!!

Tanto a Doris, como César são do interior da Colombia, mas o pai da Doris tinha um hotel em San Andrés, entre que íam muito para lá, entre que viviam em Pereira ou em lado nenhum decidiram establecer-se em Providência e fazer este “projecto de vida” como chamam eles. Desde então são das “Pousadas” mais recomendadas de Providência e foram ampliando as instalações para poder receber melhor os hospedes que cá vêm, que curiosamente são mais de um 80% europeus.
Agoçado o apetite (de dar a volta completa à ilha e de comer!) pusémo-nos à estrada!!

Andar num “carrinho de golf” por um ilha cuja estrada que dá a volta à ilha tem 18,5km em total é muito divertido!!

Vais com o vento a dar nos cabelos, com os mosquitos a chocarem-te de frente (mas que importa!) e com a sensação permanente de que vem alguém atrás de ti, mas não podes ver porque não tens espelhos e a dar safanões com a mão à procura do pisca-pisca (que também não tem)!!!

A primeira paragem foi na Machineel Bay ou Manizales.

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É uma prainha pequena que tem vários “chiringuitos”, o mais conhecido o Roland Bar!!

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Chegas e és contagiado pela onda relax, “don’t worry about a thing” do reggea que se ouve, pelas pessoas estendidas nas hamacas a beber cerveja à sombra da palmeira…

Isto é que era o Caribe que eu imaginava!!!

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Seguimos pela estrada até à Southwest Bay onde está um dos melhores restaurantes-pé-na-areia da ilha! O restaurante “Divino Niño”!

Seguimos as recomedações do César e pedimos um “prato mixto” para uma pessoas, para compartir.

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Façam isso!!! As doses são enormes!!

Na mesa do lado havía uma mesa com 3 senhoras, já nos seus 50 anos, que claramente não tinham recibido recomendações em relação ao tamanho das doses.

Quando nos sentámos elas tinham acabado de ser servidas e só ouviamos as exclamações delas sobre o grande que eram os peixes que tinham pedido e até oferecíam a todos os que estavamos à volta! Quando fomos embora, elas continuavam a comer cada uma o seu peixinho…

A praia do Sul ou Southwest Bay, vale muito a pena!

É das que tem o areal mais extenso e tem vários restaurantes-pé-na-areia para passar aí o dia sem preocupações.

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Seguimos até Almond Bay ou Allan Bay, “aparcámos” a mula e descemos pelo caminhito peatonal que nos leva até à praia.

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As gotas de chuva que começaram a cair fizeram da nossa paragem um pouco mais curta. Mas é o normal…

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A época seca aqui dura 4 meses pelo menos e vão de janeiro a abril/maio.

Fizemos uma paragem estratégica em Deep Blue, é um hotel que fica mesmo em frente a Cangrejo Cayo, uma ilhota, que nos recomendou o sr. César para fazer kayak até lá e snorkel à volta da ilha!

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O preço pelo kayak o dia completo é de 40.000 COP (aprox. 12 USD)!

Já temos planos para amanhã!!!

Primeira vez em kayak para mim!! Wee que divertido!! 🙂


Dicas para quem vem a Providência:

Onde dormir e sentir-se como em casa:

Onde comer:

  • Divino Niño – restaurante pé-na-areia, em plena South West Bay, um prato dá para 2 pessoas!! Peixinho fresco e comida tradicional! É vê-lo a ser pescado, a entrar para a cozinha e a voltar no prato!
  • Deep Blue – apesar de ser o restaurante do hotel, não é caro e está num sitio muito bonito, sobre o mar!
  • Donde Martin – tudo delicioso! Muelas de cangrejo, sobremesa… hummm provem a “pie de coco com gelado”!!!
  • Studio Café – conhecidos pelas sobremesas (provem o “pie de capuchino”, maravilhoso!), mas também servem almoços e jantares deliciosos!! Servem o famoso prato típico da ilha o “Ron Don”, mas há que pedir/reservar com um dia de antecedência!

Onde beber um copo com estilo:

  • Roland Bar – sexta-feira é “a noite” no Roland Bar!!! Bebam um Coco Loco!! Ou o rum da ilha, o “Ron Bush”! Também servem almoços e jantares!

Onde beber um café:

  • Lightning Café – é um projecto de umas chicas espanholas que além de café, é biblioteca, fazem tarde de cinema, workshops de pintura, estejam atentos, porque parece um projecto muito giro!

O que fazer:

  • Passeio de kayak até Cangrejo Cayo
  • Snorkel em Cangrejo Cayo
  • Passeio en kayak pelos manglares até à Lagoa McBean
  • Mini curso de Mergulho em Sirius Diving
  • Subir o Peak (o ponto mais alto da ilha)
  • Passeio a Santa Catalina
  • Snorkel em Santa Catalina e meter-se na “Cueva de Morgan”
  • Passeio em lancha rápida à volta da ilha
  • Snorkel, Snorkel, Snorkel
  • Para os mais aventureiros: Mergulho, mergulho, mergulho

O que trazer:

  • Repelente! Sempre!
  • Protector solar… sempre também!
  • Fatos de banho, bikinis e roupas de praia
  • Tenis para trekking se quiserem subir o Peak

Não têm de preocupar-se com:

  • Supermercados – há vários no centro!
  • Carta de condução – esqueçam lá isso! Eles cá nem sabem o que isso é! Nem te vão pedir nada disso para alugar a mula ou a moto!!
  • Comer em restaurantes – o preço médio por refeição que fizemos foi de: 30.000 COPs por pessoa (10 USD aprox)
Written by racingmackerel
Portuguesa, Expat, viajeira apaixonada. Extrovertida, Sensorial, Emocional e Percetiva. Financeira de profissão. Psicóloga por curiosidade. Emigrante e viajante por paixão. Idioma: portuñol.