Imaginem uma vila de pescadores, onde não se pode construir mais, onde não passam carros, onde não há electricidade, nem água canalizada, as ruas são de areia e à noite não estão iluminadas e podes ver o céu como em poucos sitios e ouvir o som do mar…

Imaginem uma praia onde quem quer toca o seu instrumento, jambé, guitarra, tambores, quem quer dança, quem quer canta, quem quer oferece massagens a troco do valor que aches justo, quem quer vende empanadas pela praia, quem quer oferece pareos…

Ouves os risos das crianças que brincam na areia, os pescadores que conversam entre si e arranjam os peixes frescos aí mesmo na praia acabadinhos de pescar…

A praça principal dessa vila, também de areia está rodeada de casinhas coloridas que vendem pareos, bikinis, conchinhas, malas, hamacas…

As casinhas são de madeira, coloridas, decoradas com elementos do mar, barcos, redes de pesca, conchas, garrafas recicladas…

Huummm… soa como o paraíso hippie – não?!

Pois é mesmo isso!! 🙂 Um verdadeiro paraíso!!!
Bemvindo ao mágico Cabo Polónio! Sem dúvida o ponto alto da nossa roadtrip pelo Uruguai!

Para chegar começa a aventura.

A vila está dentro de uma Reserva Natural, só veiculos autorizados podem lá chegar… e esses veiculos autorizados são precisamente camiões gigantes 4 x 4 capazes de atravessar as dunas que isolam Cabo Polónio e o tornam tão especial. Custa 100 UYU por trajecto (ida ou volta).

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Depois de 30 minutos emocionantes por caminhos de areia pelo meio das dunas e atravessar uma grande praia, chegas finalmente ao centro da vila.

Nesse preciso momento, em que desces do camião, pões o teu primeiro pé na areia e olhas à tua volta… nesse preciso momento, em que vês as casas de madeira e de chapa colorida, as hamacas penduradas e as pessoas felizes…

Nesse momento… arrependes-te de imediato já teres reservado a noite noutro lado qualquer, porque o primeiro pensamento quando chegas é:
EU QUERO FICAR CÁ A VIVER!!!

Conta a lenda que Cabo Polónio chama-se assim porque em 1735, num dia de fortes tormentas e devido ao rocoso fundo do mar e a força do mar nessa zona que a faz tão perigosa para as embarcações, naufragou um galeão espanhol chamado “Polónio”.

Os naufragos conseguiram sobreviver chegando até à costa, terminando por instalar-se ali esperando por ajuda ou que alguém os viesse rescatar.

Os anos foram passando e para sobreviver dedicaram-se à pesca, nascendo o que é hoje a vila de pescadores de Cabo Polónio.

Sempre foi uma zona complicada e temida para as embarcações e por esse motivo em 1881 construiu-se um farol que hoje em dia se pode visitar!

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O farol fica junto à reserva de leões marinhos (Loberas) onde se pode ver e ouvir esta espécie junto às rochas e nos ilhéus ali à volta.

Cabo Polónio tem a forma de uma pequena península com duas praias. Do outro lado do farol encontra-se a praia que atravessam os camiões para chegar a vila.

Esta praia está rodeada de casinhas brancas, cada uma com o seu poço de água, verdejante relva que te leva até à praia…

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Grrr… porque não ficámos cá a dormir!!?

Há casas para alugar, hosteis, posadas e restaurantes em Cabo Polónio. Algumas encontram-se no Booking, outras nesta página: Cabo Polónio.

Escreve com antecipação, pois podem demorar a responder… e atenção que se forem em temporada alta (Janeiro – Março) é dificil conseguir ficar uma só noite nas casas, pois preferem estadías mais largas de pelo menos uma semana – que pensando bem… sería um óptimo plano!! 🙂 Os hosteis são humildes, mas para um parde noites vale sem dúvida a pena!

 

Written by racingmackerel

Portuguesa, Expat, viajeira apaixonada.
Extrovertida, Sensorial, Emocional e Percetiva.
Financeira de profissão. Psicóloga por curiosidade. Emigrante e viajante por paixão. Idioma: portuñol.