Já dizia a Shakira na sua famosa música com o Carlos Vives a “Bicicleta”:

Que si a Pique algún día le muestras el Tayrona,

Después no querrá irse pa’ Barcelona

E é compreensível!

O Parque Tayrona é um dos top destinos de mochileiros na Colômbia e faz justiça à sua fama!

Como chegar?

O Aeroporto mais próximo ao Parque Tayrona é o que serve a cidade de Santa Marta.

Santa Marta é uma cidade “costeña” por execelência, é praia e turismo.

Em 30-40 minutos de carro chega-se ao Parque Tayrona.

O mais curioso desta região é precisamente ter a montanha costera mais alta do mundo, são 5.700 metros ao lado do mar, na impressionante serra Nevados de Santa Marta.

Isso faz com que junto à costa, entre o mar e a montanha, se forme um ecosistema único, uma reserva natural tão especial para os Tayrona (grupo indígena que habita a região) onde as praias que hoje visitamos foram palcos de rituais de estes povos.

Nós chegámos numa sexta-feira, num voo da Viva Colombia que dura menos de 1 hora desde Medellín até Santa Marta. O taxi estáva já à nossa espera para nos levar até ao Playa Pikua Ecolodge.

O Playa Pikua Ecolodge é gerido pela Doris e pelo Oscar, dois simpáticos colombianos que abriram este hotel há menos de um ano se dedicam a ele de corpo e alma!

O melhor deste Ecolodge é que fica literalmente na praia!

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A segunda coisa boa é que fica entre dois hosteis muito catitas também o Brisa Tranquila e o Costeño Beach SurfCampIsso faz com que apesar de estar um pouco isolado, tem um restaurante de cada lado sempre abertos e com sumos óptimos (especialmente o Brisa Tranquila!).

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No sábado às 8h30 já tinhamos os moto-taxis à nossa espera para nos levar ao Parque Tayrona.

O Parque fica a 5km de onde estavamos hospedados, o que se faz em 10-15 minutos em moto!

Chegando ao Parque, o primeiro que há que ter em conta é que antes de comprar o bilhete tens de assistir a uma “charla” sobre a preservação do Parque, em que te dão uns tickets que tens de apresentar para poder comprar a entrada.

Como é temporada de chuvas há menos fila, mas em temporada alta há que fazer a fila cedo!

Entre que chegámos, fomos comprar àgua, fizemos a fila e não assistimos à “charla”, tivemos de regressar para ouvir a “charla”, voltámos a fazer a fila e finalmente comprámos os bilhetes… Fizemos a fila para o mini bus, apanhámos os mini bus que te levam ao Parqueadero (que custam 3.000 COP)… só começámos a caminhata lá para as 10h30!!

Sim… vão cedo… que entre “charlas” e filas o tempo vai passando!

A primeira parte do caminho até Arrecife é a mais larga, mas também a que está em melhor estado!

É cerca de uma hora de trekking até à primeira paragem, mas uma boa parte do caminho até são passadiços de madeira!!! Algo que eu não estava nada à espera!

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De Arrecife até Piscina são mais 20-30 minutos dependendo do estado do caminho!

Como estamos no fim da temporada de chuvas houve troços bem enlamaçados que nos fizeram demorar mais.

Há dois caminhos, ou pela trilha dentro da selva ou pela areia junto ao mar!

Se estiverem em temporada de chuvas, escolham o caminho junto ao mar!! Faz-se muito melhor, apesar de ser mais ao Sol!

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Versão caminho pela selva

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Versão caminho pela praia

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De Piscinas até ao famoso Cabo de San Juan são mais 20-30 minutos.

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E já se vê o Cabo de San Juan ao fundo!!

Mas, e bem nos avisaram os guias no ínicio, nesta época é normal demorar mais nos trajetos… e agora percebemos porquê:

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Há partes do caminho que é preciso ir devagar para não escorregar ou se não de uma pela lama!!

A parte engraçada é que depois de regresso descobrimos que para estes troços mais enlamaçados havia caminhos alternativos!

Fica a dica: olhem bem para os lados antes de se meterem na lama!

Como podem imaginar não há calçado adequado para meter as pernas na lama até ao joelho, então a opção adoptada por muitos é mesmo… ir descalço!

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Até eu acabei a fazer descalça metade do caminho!

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Até que, ao fim de 2 horas, chegámos ao famoso Cabo de San Juan!!

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No Cabo há um Camping, restaurantes, alugam-se equipamentos de snorkeling e a maravilhosa praia!

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A vista panorâmica é esta desde o cimo do cabo:

Esse rio que se vê aí no meio em temporada seca é muito mais pequeno também!

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A recomendação é sair do Cabo e fazer o caminho de regresso até às 15h para fazer o caminho de dia até o “parqueadero”!

Ninguém quer fazer esse caminho de noite, acreditem!!

 


Dicas para quem vem ao Parque Tayrona:

Onde dormir:
Onde comer:
O que fazer:
  • Trekking no Parque Tayrona:
    • Arrecife – Piscinas – Cabo San Juan: Desde o Parqueadero até San Juan contar com 2h30 de trekking
    • Pueblito: Para chegar ao Pueblito são mais 3horas – para fazer este trekking há que chegar à entrada do Parque até às 8h, nós já chegámos tarde!
    • Playa de nudistas para os mais liberais – não chegámos a ir!
  • Cavalgata no Parque Tayrona: recomendável para crianças, pessoas mais velhas, ou quem quiser voltar descansado! Há esta opção em todas as “paragens”: Arrecife, Piscinas, Cabo San Juan
O que levar:
  • Dinheiro!! O multibanco/cajero mais próximo fica em Santa Marta, se quiserem evitar problemas levem suficiente para pagar a dormida!
  • Repelente: Eu pus de manhã e no regresso e nada me picou!
  • Protector solar!
  • Água: são pelo menos 3 horas de caminhata, uma águinha vale sempre a pena levar!
  • Calçado adequado: sim que é um pouco impossível ter um calçado adequado para isso… mas evitem sandalias bonitas, evitem All-starts de pano, chinelos e calçado do género! Levem tenis para sujar e empapar!!
  • Fato de banho vestido: vão querer banhar-se em cada paragem que façam!
Não têm de preocupar-se com:
  • Comida dentro do parque: Podem levar a vossa merenda, mas dentro há vários restaurantes, quiosques a vender ceviche, sumos, até meninos a vender águas de coco a meio do caminho havia!
Outros custos:
  • Taxi de Santa Marta até ao Ecolodge: aprox. 100.000 COPs (ida)
  • Moto-taxí até ao Parque Tayrona: 30.000 COPs (ida e volta)
  • Entrada no Parque Tayrona (Nov-2016): 16.000 COP Nacionais/Residentes, 42.000 COP Extrangeiros, 8.000 COP Estudantes até 26 anos!
Written by racingmackerel

Portuguesa, Expat, viajeira apaixonada.
Extrovertida, Sensorial, Emocional e Percetiva.
Financeira de profissão. Psicóloga por curiosidade. Emigrante e viajante por paixão. Idioma: portuñol.